Você nunca vai conquistar o que realmente quer se não souber a diferença entre desejo e vontade.
Sim, tem diferença.
E não é pouca coisa.
É exatamente essa diferença que separa quem constrói uma vida com sentido de quem vive correndo atrás de migalha emocional.
Desejo é impulso.
É o “quero agora”.
É a faísca que aparece e apaga.
É a fome que te faz comer qualquer coisa.
É o brilho que te atrai, mesmo que seja só mais uma distração.
Vontade é decisão.
É o que você quer a longo prazo.
É o que você escolhe, mesmo quando ninguém tá vendo.
É aquilo que exige esforço, disciplina, sacrifício — e liberdade interior.
Desejo é sensível.
Você sente. E reage.
Vontade é racional.
Você pensa. E escolhe.
Como dizia Kant, a vontade é moral, ligada à razão prática.
Não é o que dá prazer.
É o que faz sentido.
É o que você faria mesmo sem recompensa.
O desejo te prende ao agora.
A vontade te conecta com o seu futuro.
O desejo quer alívio.
A vontade quer realização.
O desejo te leva a comprar, ceder, se vender.
A vontade te obriga a parar, pensar e escolher o que constrói.
Desejo é sobre ter.
Vontade é sobre ser.
Nietzsche dizia:
“Quem tem um porquê, suporta qualquer como.”
Sem vontade, você vira escravo do próximo desejo.
Sem vontade, você vive pulando de estímulo em estímulo, de promessa em promessa.
Desejo é dispersão.
Vontade é direção.
Frankl chamava isso de vontade de sentido.
É o que faz alguém continuar mesmo no meio do caos.
É o que dá firmeza no sofrimento.
É o que sustenta a existência quando os desejos já falharam.
O mundo vai te testar.
Vai te oferecer um milhão de desejos.
Vai te distrair, cansar, tentar te convencer a desistir.
Pra quê?
Pra ver se o que você quer é só desejo mesmo…
Ou se é vontade verdadeira.
A vontade exige silêncio, renúncia, clareza.
O desejo grita, aperta, pulsa.
Então me diz:
Com qual dos dois você tem gasto o tempo da sua vida?
Fernando Garcia


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