- Eu não sou autoridade na vida de ninguém.
Não sou dono da verdade, nem salvador de almas.
Sou alguém que estudou, que leu, que se formou — sim.
Mas isso tudo só tem valor quando está a serviço de alguém.
Não é sobre controle, é sobre encontro. - Técnica nenhuma tira o sofrimento de alguém.
Já vi gente obcecada por método, protocolo, checklist.
Mas a verdade é simples: quem alivia sofrimento é a presença.
A presença real do terapeuta.
Não é fazer mágica com os outros. É estar com eles de verdade. - Quanto mais você foca na doença de alguém, mais ela cresce.
Já vi isso no corpo. E vejo o tempo todo na alma.
O que melhora é o que você alimenta.
Quer ajudar alguém?
Então olha pra saúde.
Olha pro que ainda pulsa, pro que ainda é vivo, pro que ainda quer sair da dor.
É ali que mora a potência da cura. - Psicoterapia também é pedagogia.
Tirar alguém do sofrimento envolve mais do que escutar.
Envolve ensinar.
Ensinar a olhar criticamente pra realidade.
E ensinar a olhar com respeito e potência pra si mesmo.
Tem gente que nunca aprendeu a se ver como sujeito.
A terapia pode — e deve — ensinar isso. - É melhor diagnosticar a situação do que rotular a pessoa.
Transtornos mentais podem até dar nome ao que sentimos.
Mas quando esse nome vira identidade… aí complica.
Porque o sujeito some.
Fica só o rótulo.
E ninguém se liberta a partir de um rótulo.
A libertação começa quando você entende que não é o que te acontece, mas o que você faz com isso.
Fernando Garcia


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